DANIYYEL DE JESUS

Um jovem apaixonado por Jesus Adorador e Activista de Saúde Mental.

2 Coríntios 5:17
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A Parte Não Contada do Colonialismo: A Tentativa de Apagar a Verdadeira História Africana

A narrativa oficial do colonialismo europeu sempre foi contada a partir da perspectiva dos colonizadores. Livros de história, documentos oficiais e até discursos políticos frequentemente retratam a colonização como um “projeto civilizacional”, onde os europeus trouxeram progresso, educação e infraestrutura para a África. No entanto, essa versão ignora a destruição maciça que o colonialismo causou e esconde um fato crucial: o objetivo principal sempre foi o saque, a exploração e o apagamento da identidade africana.

Este artigo aborda as partes da história que foram silenciadas: as civilizações que existiam antes da colonização, as táticas brutais usadas para submeter os africanos, as estratégias de manipulação psicológica e a tentativa sistemática de apagar a verdadeira história dos povos africanos.

1. A Destruição das Civilizações Africanas

Antes da chegada dos europeus, a África já possuía impérios e reinos altamente desenvolvidos, com economias sofisticadas, comércio internacional e sistemas políticos organizados. No entanto, a colonização fez questão de apagar esse passado glorioso.

• O Império do Mali, um dos mais ricos do mundo, foi retratado como uma sociedade primitiva, enquanto seu governante, Mansa Musa, foi um dos homens mais ricos da história.

• O Reino do Congo, que possuía uma monarquia centralizada e relações diplomáticas com a Europa, foi desmontado através de traições e escravidão forçada.

• O Grande Zimbábue, uma das maiores construções de pedra da África, foi alvo de uma campanha de desinformação, onde europeus tentaram atribuir sua construção a fenícios ou outros povos estrangeiros, negando que africanos poderiam ter arquitetado algo tão grandioso.

A estratégia era simples: se os africanos acreditassem que sua história era de atraso e selvageria, eles aceitariam mais facilmente a dominação europeia.

2. A Escravidão: Um Sistema Baseado na Manipulação Psicológica

A escravização de africanos não foi apenas um ato de violência física, mas também um ataque profundo à psique dos povos negros. Os colonizadores portugueses, ingleses, franceses e outros não apenas capturaram pessoas, mas criaram uma cultura de humilhação e inferiorização.

Abolição de nomes africanos: Pessoas escravizadas eram forçadas a adotar nomes europeus para apagar sua identidade cultural.

Proibição de línguas africanas: Muitos africanos foram proibidos de falar seus idiomas nativos, sendo forçados a usar o português, francês ou inglês.

Conversão forçada ao cristianismo: Os colonizadores usaram a religião como ferramenta de controle, impondo o cristianismo e demonizando religiões africanas tradicionais.

Destruição de famílias: O tráfico negreiro separava pais, mães e filhos, enfraquecendo os laços comunitários e destruindo a estrutura social africana.

A ideia era criar uma nova geração de africanos que não conhecessem suas origens e que aceitassem o papel de subalternos no novo mundo colonial.

3. A Colonização: O Saque Como “Desenvolvimento”

Os colonizadores europeus justificaram sua permanência na África alegando que estavam trazendo progresso, mas, na realidade, estavam apenas explorando recursos naturais e mão de obra barata.

Infraestrutura para o saque: Ferrovias, estradas e portos foram construídos não para beneficiar os africanos, mas para facilitar o transporte de ouro, diamantes, petróleo e outras riquezas para a Europa.

Trabalho forçado: Milhões de africanos foram obrigados a trabalhar em plantações, minas e construções sem receber salário justo, em condições desumanas.

Economias coloniais destrutivas: Os africanos foram proibidos de desenvolver indústrias próprias. Todos os produtos manufaturados tinham que ser importados da Europa, garantindo que as ex-colônias permanecessem dependentes dos colonizadores mesmo após a independência.

O “desenvolvimento” colonial não passou de uma estratégia para sugar riquezas da África, deixando os países africanos empobrecidos quando finalmente conquistaram a independência.

4. A Independência e a Nova Forma de Colonização: O Neocolonialismo

Quando as nações africanas finalmente se libertaram do domínio colonial, pensava-se que a exploração europeia havia acabado. No entanto, os ex-colonizadores usaram outras estratégias para manter o controle econômico e político sobre o continente.

Colocação de líderes fantoches: Muitos países tiveram seus primeiros presidentes escolhidos pelos próprios europeus, garantindo que seguissem os interesses do Ocidente.

Assassinato de líderes revolucionários: Políticos que queriam libertação total, como Patrice Lumumba (Congo) e Amílcar Cabral (Guiné-Bissau), foram assassinados com envolvimento de potências ocidentais.

Dívidas coloniais: Países africanos foram obrigados a pagar compensações aos ex-colonizadores por “investimentos” feitos durante a colonização, colocando-os em uma situação de dívida eterna.

O colonialismo físico terminou, mas o colonialismo econômico e político continua a prender a África.

5. O Apagamento da História Africana na Educação e na Mídia

Mesmo após a independência, a verdadeira história da África continua a ser silenciada.

Livros didáticos eurocêntricos: Muitas escolas africanas ainda ensinam história a partir da visão dos colonizadores, minimizando a grandiosidade dos impérios africanos e exaltando “benefícios” do colonialismo.

Mídia controlada pelo Ocidente: Filmes, séries e documentários produzidos no Ocidente continuam a reforçar a ideia de que a África é um continente pobre e sem história.

Pouca valorização da cultura africana: A música, os trajes, as religiões e os costumes africanos foram historicamente ridicularizados, enquanto padrões europeus de beleza e cultura foram impostos como superiores.

Essa tentativa de apagar a identidade africana faz parte da herança do colonialismo, e combater essa narrativa é essencial para a reconstrução da autoestima e do orgulho negro.

Conclusão: O Colonialismo Nunca Terminou, Apenas Mudou de Forma

A verdadeira história da África foi distorcida para justificar séculos de exploração e para garantir que os africanos nunca se enxerguem como povos grandiosos. O colonialismo não foi apenas uma questão de dominação militar e econômica, mas também um ataque psicológico projetado para quebrar a identidade dos povos negros.

Hoje, a luta contra essa herança continua. Resgatar a história africana, valorizar as culturas locais e questionar as estruturas econômicas e políticas impostas pelos ex-colonizadores são passos fundamentais para reconstruir um futuro onde a África seja realmente livre.

DANIYYEL DE JESUS

7 de Março de 2025
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