DANIYYEL DE JESUS

Um jovem apaixonado por Jesus Adorador e Activista de Saúde Mental.

2 Coríntios 5:17
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O sistema de saúde pública estremecido pelo Trump

A África tem sido historicamente retratada como um continente dependente de ajuda externa, especialmente no que se refere à saúde pública. Organizações internacionais e países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, têm investido bilhões de dólares em programas que visam combater doenças como HIV/SIDA, tuberculose e malária. Um dos principais financiadores desse sistema de saúde pública africano tem sido o PEPFAR (Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Alívio da SIDA), um programa lançado em 2003 pelo governo dos EUA para combater a epidemia de HIV no mundo, especialmente na África.

No entanto, a administração do presidente Donald Trump decidiu cortar esse financiamento, deixando milhões de pessoas sem acesso a medicamentos e tratamentos essenciais. Essa decisão não apenas demonstra uma falta de comprometimento humanitário, mas também levanta uma questão fundamental: o apoio financeiro dos EUA à África sempre foi uma questão de caridade ou uma estratégia de interesse próprio?

A Relação de Exploração: Quem Depende de Quem?

A narrativa ocidental de que a África precisa constantemente de ajuda ignora um ponto essencial: os próprios países ocidentais dependem da África para manter suas economias funcionando.

A África é um dos continentes mais ricos em recursos naturais do mundo. Minérios essenciais para a tecnologia moderna, como o coltan (usado em smartphones e computadores), o cobalto(fundamental para baterias de veículos elétricos), além de petróleo, diamantes, ouro e muitos outros, são extraídos do solo africano e exportados para os países desenvolvidos.

Além disso, a mão de obra africana tem sido historicamente explorada pelo Ocidente, desde o tráfico transatlântico de escravizados, que construiu a infraestrutura de países como os EUA, até os trabalhadores imigrantes que hoje sustentam diversas indústrias nesses mesmos países.

Ou seja, os Estados Unidos e outras potências não financiam a África por pura bondade. Pelo contrário, eles lucram muito mais com a exploração dos recursos africanos do que investem em “ajuda” ao continente.

O Impacto dos Cortes de Financiamento

O PEPFAR, desde sua criação, ajudou a salvar milhões de vidas, fornecendo medicamentos antirretrovirais para pessoas com HIV/SIDA e promovendo campanhas de prevenção e tratamento. Com os cortes de financiamento, a realidade para muitos países africanos é alarmante:

Milhões de pessoas podem perder o acesso aos medicamentos para HIV, o que pode levar a um aumento significativo nas taxas de mortalidade.

Programas de prevenção e educação sobre HIV podem ser interrompidos, levando a um crescimento na disseminação do vírus.

O tratamento da tuberculose e de outras doenças também pode ser afetado, já que muitas dessas iniciativas são interligadas.

Os cortes não significam apenas uma crise sanitária — eles representam um retrocesso social e econômicopara muitos países que, com grande esforço, vinham conseguindo avanços na área da saúde.

A Hipocrisia do Ocidente

Os EUA e outros países desenvolvidos extraem riquezas da África, exploram sua mão de obra e mantêm relações comerciais vantajosas com o continente. No entanto, quando se trata de investir na saúde da população africana, essas mesmas potências rapidamente viram as costas. Isso mostra que o financiamento que a África recebe não é um favor, mas sim uma ferramenta de controle geopolítico. Quando convém, o Ocidente injeta dinheiro para manter sua influência no continente; quando não, corta os investimentos sem hesitação, deixando milhões de pessoas à mercê da própria sorte.

Essa situação evidencia uma grande incoerência: se os EUA e outros países desenvolvidos realmente precisam da África, por que tratam o continente com tanto descaso?

A Necessidade de uma Nova Postura Africana

Se há algo que essa crise deixa claro, é que a África não pode continuar dependendo de financiamentos externos para garantir o bem-estar de sua população. O continente tem riqueza suficiente para investir em sua própria saúde, educação e infraestrutura — o que falta é um modelo econômico que priorize o desenvolvimento interno, ao invés de continuar servindo aos interesses estrangeiros.

DANIYYEL DE JESUS

31 de Janeiro de 2025
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