DANIYYEL DE JESUS

Um jovem apaixonado por Jesus Adorador e Activista de Saúde Mental.

2 Coríntios 5:17
Menu
Menu
Sobre minBlog
Redes sociais

MAIS

Sobre mim
O Racismo Disfarçado no Atendimento ao Cliente

Entrar em uma loja deveria ser uma experiência comum, um momento de escolha e consumo como qualquer outro. Mas, para muitas pessoas negras, esse simples ato vem carregado de olhares desconfiados, suposições maldosas e um tratamento que reflete o racismo estrutural enraizado na sociedade.

Hoje, mais uma vez, senti isso na pele. Assim que entrei, os olhares dos vendedores recaíram sobre mim não como um cliente em potencial, mas como um invasor, alguém cuja presença incomoda. O desprezo no olhar, a falta de simpatia, a distância calculada. Eles não estavam ali para me atender, mas para me vigiar, como se o simples fato de ser preto me tornasse suspeito.

Mas o que realmente evidenciou o preconceito foi o contraste. O mesmo vendedor que me tratou com indiferença, logo depois, atendeu outra cliente – uma mulher branca – com cordialidade, sorrisos e toda a atenção que me foi negada. Sem hesitação, sem desconfiança, sem o peso do julgamento.

Essa experiência não é isolada. Pessoas pretas enfrentam esse tipo de discriminação diariamente, em lojas, restaurantes e outros estabelecimentos. Somos frequentemente subestimados, ignorados ou até seguidos dentro dos espaços comerciais, como se nossa presença fosse um problema. Como se a cor da nossa pele determinasse nosso poder de compra ou nosso direito de ser bem tratados.

O racismo no atendimento ao cliente não é apenas uma falta de educação ou simpatia – é uma forma de violência. Ele reforça uma hierarquia injusta onde alguns são automaticamente vistos como dignos de respeito, enquanto outros são tratados como intrusos.

As lojas precisam entender que respeito e dignidade não são privilégios – são direitos. Não basta apenas treinar funcionários para serem “cordiais”. É necessário reconhecer que o racismo existe, confrontá-lo e eliminá-lo de seus espaços. Porque enquanto clientes pretos continuarem sendo tratados com desconfiança, a mensagem que fica é clara: não somos bem-vindos.

Mas eu digo: estamos aqui. Compramos, consumimos, existimos. E exigimos respeito.

DANIYYEL DE JESUS

30 de Janeiro de 2025
Apropriação da Cultura Negra: Reflexão e Respeito

A cultura negra é rica, diversa e profundamente enraizada na história da humanidade. Ela carrega séculos de luta, resistência e criatividade, manifestando-se de diversas formas: na música, na dança, nos cabelos, na moda, na linguagem e em tantas outras expressões culturais. Contudo, a apropriação cultural surge como uma problemática que descaracteriza e desrespeita essas manifestações.

Apropriação cultural ocorre quando elementos de uma cultura marginalizada são adotados por grupos dominantes de forma descontextualizada, sem o devido reconhecimento ou respeito às suas origens e significados. No caso da cultura negra, isso tem se mostrado evidente em práticas como o uso de penteados afro, como tranças e dreadlocks, ou o consumo de músicas como rap e hip-hop, sem uma compreensão ou valorização da luta histórica por trás dessas expressões.

A questão central da apropriação não está apenas no uso, mas na forma como ele se dá. Enquanto pessoas negras são frequentemente discriminadas ou penalizadas por expressarem sua cultura, esses mesmos elementos são glamourizados e celebrados quando apropriados por outros grupos. Esse duplo padrão reforça desigualdades históricas e silencia a voz daqueles que originaram essas manifestações.

Para evitar a apropriação, é essencial entender a diferença entre apropriação e apreciação. A apreciação envolve respeito, reconhecimento e colaboração, sem apagar ou distorcer a história e o significado de uma cultura. Ela implica dar crédito às comunidades que criaram essas expressões e apoiar iniciativas que valorizem suas origens.

É necessário questionar: quem se beneficia e quem é prejudicado quando elementos culturais são apropriados? A cultura negra não é uma tendência passageira ou um produto a ser consumido sem reflexão. É uma parte viva e essencial da identidade de milhões de pessoas ao redor do mundo, que merece ser tratada com dignidade e respeito.

Reconhecer a riqueza da cultura negra é também reconhecer as lutas e histórias que a moldaram. Mais do que evitar a apropriação, é preciso criar espaços para que pessoas negras sejam as protagonistas e donas de suas narrativas. Somente assim poderemos construir um mundo que celebre verdadeiramente a diversidade, com justiça e equidade.

DANIYYEL DE JESUS

28 de Janeiro de 2025
Por que Discutir Sobre Racismo é Essencial?

Discutir sobre racismo é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva. O racismo, enquanto sistema de opressão, não apenas marginaliza populações racializadas, mas também perpetua desigualdades que impactam todos os aspectos da vida social, econômica, política e cultural. Ignorar ou silenciar o debate sobre o racismo é contribuir para a manutenção dessas injustiças.

Em primeiro lugar, falar sobre racismo é uma forma de reconhecer sua existência e enfrentar suas manifestações, sejam elas explícitas ou sutis. Muitas vezes, o racismo se esconde em práticas cotidianas, em piadas, nos sistemas de educação, saúde e no mercado de trabalho. Sem discutir o tema, essas práticas continuam a ser normalizadas, prejudicando diretamente as populações negras e indígenas, que são as maiores vítimas desse sistema.

Além disso, o racismo não é apenas um problema de quem o sofre, mas de toda a sociedade. Ele cria divisões, alimenta o ódio e impede o desenvolvimento pleno de um país. Discutir racismo é também uma forma de educar, desmistificar preconceitos e promover empatia, essencial para que indivíduos e instituições repensem suas posturas e práticas.

Outro ponto crucial é que discutir racismo permite dar visibilidade às histórias e contribuições das populações racializadas, que muitas vezes são apagadas ou relegadas a papéis secundários. Essa valorização da diversidade cultural e histórica enriquece a identidade coletiva e fortalece o senso de pertencimento das pessoas que enfrentam a marginalização.

Além disso, o debate sobre racismo é uma ferramenta poderosa para a mudança estrutural. É através dessas discussões que políticas públicas, práticas institucionais e leis podem ser questionadas e transformadas. Sem colocar o tema em pauta, não há como avançar na luta contra desigualdades que afetam milhões de pessoas.

Por fim, discutir racismo é um ato de coragem e humanidade. É reconhecer que o passado deixou feridas profundas, mas que é possível trabalhar para curá-las e construir um futuro onde todos tenham as mesmas oportunidades e direitos. Esse diálogo não deve ser encarado como um ataque, mas como um convite para refletir, aprender e agir.

Silenciar-se diante do racismo é escolher o lado da opressão. Discuti-lo é resistir, transformar e promover a dignidade humana em sua totalidade.

DANIYYEL DE JESUS

22 de Janeiro de 2025

Fim do Blog

Não há mais conteúdo para carregar

hello world!
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram